Exposição Virtual – Carlos Lopes

Esta semana a Plataforma Cultura e Vivência estampa em sua identidade visual a obra “Ipê Amarelo”, de autoria do pintor, ceramista e gravador, Carlos Lopes.

Carlos Lopes, Ipê Amarelo, óleo sobre tela, 110 x 130 cm, 2003.

Carlos Lopes

Carlos Roberto Ferreira Lopes – Poconé, MT, 1961.

Pintor, ceramista e gravador. Reside em Cuiabá desde a infância. Frequentou o ateliê da Fundação Cultural, entre 1979 e 1984. Participou do VII, VIII, IX, XI, XII, XVI e XVII Salão Jovem Arte Mato-grossense (Cuiabá, 1983/84/85/89/91/97/98, recebendo premiações nos quatro últimos). Integrou as coletivas: “Negra Sensibilidade” (1988); “Momentos da Republica na Arte Mato-grossense” (1989); Por ocasião do lançamento do livro “Arte Aqui e Mato” de Aline Figueiredo, participa de coletiva do mesmo nome apresentada no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e no Museu de Arte Brasileira (Brasília, DF), ambas em 1991; “Artistas do Século” (2000), todas no Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT; “Pintando Cuiabá” (Secretaria Municipal de Cultura, 1999); “Tradição e Arte Cuiabana – Imagem da Religiosidade” (Secretaria de Estado de Cultura, 2002) e foi o vencedor do concurso “Prêmio Mato Grosso de Ação Cultural” (Cuiabá, 2000). Ao lado de Benedito Nunes e Marcelo Velasco, integra a mostra “Olhar 40º” (Moitará Sebrae Center, Cuiabá 2003); “I Coletiva de Inverno”, (Pellegrim Galeria, Chapada dos Guimarães, MT, 2003); “Panorama das Artes Plásticas em Mato Grosso no Século XX”, (Studio Centro Histórico, Cuiabá, 2003/2004); “Várias Paisagens”, (Centro de Eventos do Pantanal, Cuiabá, MT, 2004); Exposição de Artistas Mato-grossense, (Rondonópolis, MT, 2006); “Mostra Inaugural Mirante das Artes” (Galeria Mirante das Artes, VG-MT, 2014), “Percurso – Magia Propiciatória” (MACP-UFMT, 2014). Individualmente expõe na Itaú Galeria (Campo Grande, 1983); Apresenta a mostra “As Formas do Cotidiano” (Fundação Cultural de Mato Grosso, 1995) e a mostra “Quatro Estações” (Galeria Pellegrim, em Chapada dos Guimarães, 2003); “Quatro Estações”, (Galeria do Sesc Arsenal, Cuiabá-MT, 2005); “Cerâmica Tropical”, (Pellegrim Galeria, Chapada dos Guimarães – MT, 2006), “Panorama| 1994 a 2006” (Cuiabá – MT, 2006); “Metafísica das Frutas” (Galeria de Arte Colectiva arte+design, Cuiabá – MT, 2008); “O Círculo em Condição de Voo” (A Casa do Parque, Cuiabá – MT, 2014); “Carlos Lopes na Coleção Mirante das Artes” (Galeria Mirante das Artes, VG – MT, 2015); “Panorama 2006|2016” (Galeria de Arte do SESC Arsenal, Cuiabá – MT, 2016).

Carlos Lopes, foto por Luiz Marchetti.

“Carlos Lopes vem alcançando uma linguagem universal com sua obra, por mostrar signos desta nossa região livres de contextos específicos, suas invenções se tornam arte acessível pela sutileza e objetividade, sem deixar de expressar todos os elementos da cultura que o moldou. Com a exposição Panorama 2006 a 2016 propõe uma criação artística através de um canal subconsciente, fruto de dez anos (2006/20016) de pesquisa do artista sobre a sua própria obra. Esta mostra nos trouxe um Carlos libertário e de vanguarda.

Inquieto pesquisador, vem gerando novas plataformas para suas expressões. Desde 1995 vem desenvolvendo o projeto Cerâmica Tropical com um rico apelo utilitário, trazendo para perto da sua pintura novos espectadores, como se fossem convites que aproximam as pessoas através de pequenas “lajotas” de cerâmica da pintura-turbilhão produzida por ele.

Aos poucos o artista vem introduzindo uma abstração concreta em seu trabalho, surgem novas possibilidades identitárias para uma cultura mestiça, genuinamente pantaneira. Vê-se pontos de uma nova visualidade, simples nas cores e formas que alçam voo para um geometrismo rente aos sinais do tempo e seu significado. A cada exposição, Carlos se apresenta como apontou a crítica de arte Aline Figueiredo “mais atento aos sentidos visuais que a observação figurativa”, assim substituindo a expressão ‘emocional’ por uma noção de pensamento e construção mental, instigando novos olhares explora cada vez mais o subconsciente, firmando pontos concretos e surreais em sua obra.

Em O Livro das Ignorãças no poema ‘Uma didática da invenção’ Manoel de Barros cita: “As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis: Elas desejam ser olhadas de azul – que nem criança que você olha de ave”. Carlos Lopes com sua expressão cria plataformas que estão sempre em estado de transformação, por isso merece ser olhado de ‘azul’ por esta pintura que desconstrói a barreira entre o popular e o erudito dando luz a força da grande linguagem visual da arte mato-grossense”.

Texto do curador de arte Willian Gama para a exposição “Panorama | 2006 a 2016”, individual de Carlos Lopes em 2016.

Casario Cuiabano, 80 x 100 cm, Óleo sobre tela, 1985.
Casario, 80 x 100 cm, Óleo sobre tela, 1988.
Paisagem Cuiabana, 80 x 100 cm, Óleo sobre tela, 1993.
Composição com garrafa, cajú e feijão, Óleo sobre tela, 110 x 111 cm, 1995.
Composição com Feijões, 60 x 60cm, Cerâmica, 1997.
Composição com Copos e Garrafas, 80 x 70 cm, Cerâmica, 1997.
Caldeirão de Goiaba, 100 x 100 cm, Óleo sobre tela, 1997.
Bandeira, 80 x 120 cm, Óleo sobre tela, 2002.
Viola de Cocho, 60 x 120 cm, Óleo sobre tela, 2003.
O batismo de Cristo, 150 x 100 cm, Óleo sobre tela, 2002.
Aricá, 110 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2004.
Cajueiro Florido, 110 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2004
Cajueiro, 110 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2004.
Mangueira Florida, 110 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2003.
Mangueira, 110 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2003.
Jacarandá, 100 x 80 cm, Óleo sobre tela, 2003.
Tarumeira, 110 x 130cm, Óleo sobre tela, 2004.
Pitombeira, Óleo sobre tela, 110 x 130 cm, 2004.
Ipê Amarelo, 110 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2003.
Aceroleira, 110 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2003.
Aricá Rosa, 84 x 130 cm, Óleo sobre tela, 2008.
Viola de cocho e ganzá, 15 x 23 cm, Cerâmica de baixa temperatura, 2002.
Bocaiúva, 15 x 23 cm, Cerâmica de baixa temperatura, 2002.
Manga, 15 x 23cm, Cerâmica de baixa temperatura, 2002.
Cajú, 15 x 23cm, Cerâmica de baixa temperatura, 2002.
Pacú, 15 x 23 cm, Cerâmica de baixa temperatura, 2002.
Dourado, 15 x 23 cm, Cerâmica de baixa temperatura, 2002.
Coração Apaixonado, 67 x 100 cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.

“Carlos Lopes aborda vários assuntos-formas, entre urbanos e campestres, elementos vegetais, florais ou paisagisticos, algumas vezes traduzidos da sua memória pantaneira. Esses argumentos, porém, não são enredados pela veia literária. Sua pintura vale mais pela junção compositiva entre o desenho e a cor, onde o elemento geométrico está inserido, mesmo quando não tão óbvio. Há muito, o artista vem direcionando o geometrismo do trabalho junto à experimentação da cerâmica, a produzir desenhos, como protótipos para ladrilhos ou murais. Nesta oportunidade, nos apresenta cinco exemplos, em que o perfil gráfico mais se acentua”.

Texto da professora e crítica de arte Aline Figueiredo para apresentação do projeto “Cerâmica Tropical”, individual do artista Carlo Lopes em 2006 na Pellegrim Galeria de Arte.

Pote, 67x100cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.
Manga, 67x100cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.
Ata, 67x100cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.
Viola de cocho, 67x100cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.
Viola de Cocho e Ganzá, 67x100cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.
Capivara, 67 x 100 cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.
Couro de Cachara, 67x100cm, Colagem sobre adesivo e poliestireno, 2006.
Flores do Ipê na Garrafa, 100x100cm, Óleo sobre tela, 2005.
Esperança, 94x94cm, Óleo sobre linho, 2008.
Sem título; 20x60cm; Aquarela sobre papel; 2009.
Sem título; 20x60cm; Aquarela sobre papel; 2009.
Sem título; 20x60cm; Aquarela sobre papel; 2009.
Sem Título; 142x142cm; Acrílica sobre tela; 2015.
Circulo Lunar; 142x142cm; Acrílica sobre tela; 2013.
Ondas; 142x142cm; Acrílica sobre tela; 2014.
I Releitura da obra – Casal com as cabeças cheias de nuvens – Salvador Dalí; 122x202cm; AST; 2015.
II – Releitura da obra – Casal com as cabeças cheias de nuvens – Salvador Dalí; 122x202cm; AST; 2015.
III – Releitura da obra – Casal com as cabeças cheias de nuvens – Salvador Dalí; 122x202cm; AST; 2015.
Sem Título; 122 x 202 cm; Acrílico sobre tela; 2015.
Sem título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2015.
Sem título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2014.
Sem título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2014.
Voo Amoroso; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2014.
Sem título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2014.
Sem título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2014.

[…] “Carlos Lopes consegue infiltrar, transpor e até adentrar tudo o que ele determina capturar com a arma da construção de belezas: o pincel. Nessa fatura o artista na mesma oportunidade em que sinaliza um produto cultural, ascende na amostragem do vigor da natureza. Da natureza que tem o sublinhar de seus traços e da sua alma.

Nessa luta entre arte e natureza, erguida em obra de arte, que o homem proclama a procedência e a fortaleza das diferenças e os encantos e encontros das coisas possíveis. Ao perceber esse embate, os signos das telas como que circulam no tempo e no espaço impondo ao artista a criação sequencial e repetida daquilo que intriga como vida sacralizada na pintura instigante.

A originalidade quer da mão que tateia conversando com as imagens, quer do olho que absorve os limites do material suscitam a performance inusitada de Carlos Lopes. É que junto com os modos de produzir os objetos surgidos nas telas, os mesmos passam a pertencer à horizontalidade das relações inseridas nas criações.

Os círculos tomam a dimensão da marca do artista. É como se eles apontassem para aquilo que não pode escapar, fugir do espaço pictórico. O elo que envolve a árvore, que apreende o pássaro, que torna a ave projeto do ramo, que posta o peixe, que surpreende as flores, que abraça o pote é fio condutor para uma quase temática abstrata desenvolta em traços-ondas.

E por fim tudo se transforma na enorme vontade de erigir em voo do poeta-pintor. A fala é o tempo todo do círculo que se apresenta no sagrado espaço da VIDA VIVIDA de Carlos Lopes”.

Trecho do texto “O Circulo em Condição de Voo” da mestra em Comunicação e Semiótica – PUC/SP e membro da Academia Mato-Grossense de Letras, Marília Beatriz (1941-2020) para exposição individual de mesmo nome do artista Carlos Lopes, em 2014.

Sem título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2014.
Daqui não saio; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2014.
Sem título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2015.
Sem Título; 142 x 142 cm; Acrílica sobre tela; 2015.
Ficha Técnica
Exposição Virtual – Carlos Lopes

Coordenação Geral: Thania Monteiro de Arruda
Curadoria: Amanda Gama e Willian Gama
Design Gráfico: Maurício Mota

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